Espaços inovadores como laboratórios da vida pública na era digital
Acaba se tornando uma apresentação do que Erving Goffman chamou de “a apresentação de si mesmo”. À medida que a economia foi se desenvolvendo e evoluindo, e eu fui envelhecendo enquanto a via evoluir década após década, entendi que essa tentativa de implementar as ideias socialistas de forma mínima não vai funcionar. O senhor leva sua ideia de performance, de interpretação, para o mundo do trabalho. E acredita que essa era, em que o trabalhador desempenhava um papel que lhe dava segurança, já acabou. O resultado desses tumultos não foi a deportação de estrangeiros para seus países de origem. A forma como esse poder de expressão desses cidadãos se configura é como se fosse uma libertação, mas uma libertação que os deixa igualmente ou mais impotentes do que estavam antes.
A produção desses papéis tem sua explicação na exata medida em que as sociedades Cultura crescem em complexidade. O crescimento da complexidade oferece alternativas infindáveis; estas acabam sendo selecionadas, indo compor, pelos encontros de sentidos das opções operadas, os papéis sociais. Dessa maneira, pode-se perceber que todo indivíduo tem uma esfera privada de direitos e interesses.
Inscreva-se para acompanhar todas as novidades e debates sobre a educação brasileira!
.jpeg)
E é justamente o caráter secreto de sua vida que traz o temor que detalhes dela venham a público e acabe com a privacidade. Além disso, o gestor público deve lidar com regulamentações rígidas, orçamento limitado e a necessidade de prestar contas à sociedade. Entender essas diferenças é crucial para quem deseja atuar no setor público e fazer a diferença na vida das pessoas.
Bibliodiversidade, uma das bases da democracia
“Foi ali que desenvolvi o programa de reabilitação para pacientes hemofílicos, o que se tornou minha tese de mestrado”, conta. O interesse de Linamara por questões relacionadas à deficiência física surgiu na infância, quando trabalhou em programas televisivos ao lado de figuras conhecidas, o que a sensibilizou para a inclusão e acessibilidade. No entanto, foi no Hospital das Clínicas que sua visão sobre reabilitação se ampliou.
São todos prisioneiros da subjetividade de sua própria existência singular, que continua a ser singular ainda que a mesma experiência seja multiplicada inúmeras vezes. O mundo comum acaba quando é visto somente sob um aspecto e só se lhe permite uma perspectiva. A ambiguidade que importa, a ambivalência produtora de sentido, o alicerce genuíno sobre o qual se assenta a utilidade cognitiva de se conceber o habitat humano como ‘mundo da cultura’ é entre ‘criatividade’ e ‘regulação normativa’. Os detentores de cargo público devem agir e tomar decisões de forma aberta e transparente.
- A atuação dos jovens na vida pública está relacionada tanto com as condições – materiais e simbólicas – que os indivíduos encontram para se fazer sujeitos quanto com as possibilidades e oportunidades de reconhecer o outro como elemento constitutivo da identidade e da ação coletiva.
- Pesquisas recentes (Instituto Cidadania, 2003; Ação Educativa, 2003; IBASE/POLIS, 2004; Santos Junior, 2004; UNESCO, 2005) apontam que a participação dos jovens em entidades, associações e agremiações é de baixa intensidade e acompanha tendência participativa do conjunto da população brasileira.
- “As parcerias editoriais com a Redação, como esta com a República.org, sempre garantem ao jornalismo da Folha total autonomia para apurar, editar e publicar os conteúdos”, afirma Sérgio Dávila, diretor de Redação.
- O interesse de Linamara por questões relacionadas à deficiência física surgiu na infância, quando trabalhou em programas televisivos ao lado de figuras conhecidas, o que a sensibilizou para a inclusão e acessibilidade.
Brasil bate recorde de servidores públicos, com 12,65 milhões de profissionais no setor
Um dos traços característicos da vida juvenil, hoje, vem a ser o maior campo de autonomia que os jovens possuem frente aos adultos e às instituições, e a capacidade que diferentes coletivos de jovens têm demonstrado na invenção de novos espaços-tempos de participação. Na realidade, a complexidade da sociedade é tamanha que para o indivíduo as alternativas que lhe oferece o mundo não são ações puras, mas papéis sociais postos à sua disposição para serem selecionados. Como diz Rancière, a distribuição dos saberes só tem eficácia social na medida em que é também uma (re)distribuição das posições (Rancière, 2009). Pelo contrário, o que os protestos da primeira década trazem de mais perturbador é a relação com uma série de multiplicidades que se fazem visíveis.
Dentre as etapas do programa, estão a escuta ativa de pessoas idosas; a articulação entre órgãos governamentais e organizações não governamentais; identificação e resoluções de problemas; e formação política em direitos humanos da pessoa idosa. Nesta mesma perspectiva, Melucci (1999) irá dizer que um movimento social não é apenas um fenômeno empírico; ele é antes de tudo uma categoria de análise. Isso significa que é preciso empreender esforço analítico sobre aquilo que observamos na prática social. Desta forma, é insuficiente reconhecer que os jovens participam de grupos juvenis como substituição a formas clássicas de participação, tais como partidos, sindicatos ou organizações estudantis. Do ponto de vista da análise dos movimentos sociais preocupados com a juventude torna-se importante indagar pela existência das categorias centrais de poder e conflito. A ausência destas categorias na prática dos coletivos juvenis nos impossibilita de falar em movimento social.
Os laboratórios costumam apoiar pesquisas interdisciplinares e buscam reunir atores políticos e estudiosos para resolução de questões sociais. Esses laboratórios correspondem a iniciativas no setor público que objetivam combinar tecnologia, inovação aberta e dados. Os dados das pesquisas nos permitem pensar sobre a participação dos jovens no espaço público e sua contribuição para a constituição da sociedade civil brasileira. Esta sociedade civil é esfera heterogênea que comporta tanto processos de construção de solidariedades que articulam projetos em comum como lugar onde se apresentam diferentes interesses que configuram espaços de disputa e conflitividade.
Por conseguinte, fazem-se cada vez mais presentes projetos de políticas públicas para a resolução das desigualdades sociais com base no conceito de cidade inteligente. O termo remete à conectividade digital entre planejamento urbano, administração, fornecimento de energia, mobilidade e comunicação, visando melhor qualidade de vida. Essas novas dimensões dos espaços implicam necessidades cada vez maiores de planejamento. A quarta revolução industrial, também chamada de “indústria 4.0”, engloba um sistema de tecnologias avançadas e conectadas que incluem robótica, inteligência artificial (IA), conexões máquina a máquina, big data, Internet das Coisas, segurança cibernética, modelagem 3D e cloud computing.
A perspectiva reformista trazida pelo Movimento de 68 reverberou não apenas numa mudança de paradigma sobre o sentido da arte e da cultura (mais ligadas às vanguardas, à participação política, à expressão de novos valores e ao questionamento das tradições) como também na prática da ação cultural. A partir da nova lógica vigente nesse âmbito, a noção de cultura plural é enfatizada, atribuindo também ao não-público uma cultura própria que necessitava ter sua expressão e produção facilitada e confrontada na esfera pública. Alegava-se que a ideia de democratização cultural proposta pelo Ministério não vingaria caso se mantivessem as desigualdades sociais. Nesse sentido, o aspecto pedagógico da ação cultural ganha força, sendo que a mediação entre público, arte e produção se torna responsável pelo encontro e confronto entre forças sociais e expressões culturais.